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2月20日

Mudei-me !

 

 
Obrigado pela visita mas mudei-me para
 
Um blog de provocações positivas. Um blog que relembra e questiona o óbvio, o senso comum e as vozes interiores. Um blog que partilha convosco os caminhos, as respostas e as soluções que vou encontrando em mim e nos outros perto de mim.
Comentem, discordem, concordem e eu vos responderei, discordando, concordando ou nem por isso.
Provavelmente, encontrando novos caminhos, respostas e soluções neste diálogo. 
 
Namaste
5月23日

*A formiga

- Não pises essa formiga ! Não a mates !
- Porquê ?
- Deixa-a em paz.
- Porquê.
- Porque estás vivo. Podes escolher.
- Han ?
- Porque é que tens de escolher esmagá-la ?!
- É só uma formiga !
- E tu ? Tu és o quê ?


---

formiga
do Lat. formica
s. f., Zool., pequeno insecto himenóptero da família dos formicídeos; variedade de pêra; pessoa económica ou muito pequena; baixio.

loc. adv.,
à -: sorrateiramente html hit counter
5月22日

Resposta a Vinicius

Oferece-se amigo

Ser humano, com sentimentos e coração.

Fala e ouve.

Gosta de poesia, dos dias, dos pássaros, do sol e da lua, das canções do vento e da brisa.

Sente amor. Respeita o próximo e a dor. Guarda os segredos que lhe pedem.

Não é de primeira nem de segunda mão, apenas de coração.

Enganou, já foi enganado e aprendeu.

Não é puro nem impuro, é um ser do mundo.

Tem ideais e não receia nem percas nem vácuos.

Tem como principal objectivo ser amigo, de si e dos outros de que puder ser e lhe deixarem.

Entristece-se com a tristeza dos outros e compreende a solidão, tanto a que se procura como a que se teme.

Gosta das crianças, mesmo das que ainda não nasceram.

Gosta do que gosta e gosta que os outros gostem de coisas diferentes e não se comove com as coisas boas, porque as espera e procura.

Conversa sem discursar e ouve para perguntar.

Gosta da água da chuva, das ruas, das árvores, dos fins de tarde e das madrugadas.

Acha que vale a pena viver porque a vida é bela e porque se tem amigos para a viver.

Diz que é bom chorar e que é bom parar.

Bate nos ombros, dá um abraço e lembra que se vive.

Respeito pelos mais novos

 

Quando olho para uma criança vejo a que fui.

Lembro o que pensava ser quando fosse grande.

Lembro-me das bincadeiras e do que me fazia feliz.

 

Vejo que ela constrói um mundo, um futuro. E ri.

Vejo o meu futuro e o meu mundo. Vejo a esperança. E sorrio.

 

--

infância do Lat. infantia s. f., período da vida do homem que vai do nascimento até à puerícia; meninice; o conjunto das crianças; início.

5月19日

Renascer

 Cada novo dia é um renascer.

Os que crescem vigorosos na força da juventude, sentem-se mais fortes.

Os que vivem a plena vida, sentem-se a viver.

Para os que julgam iniciar o seu declínio, sentem-se vivos e a tempo de adiar o declínio. (Por vezes esquecem-se de contrariar o declínio e iniciam-no, perdendo a oportunidade que cada dia lhe traz de o combater)

Para os que envelhecem, sobrevivem. Esquecem-se da sua utilidade mas amam a vida.

Para os que vão morrendo ou vegetam, um adiamento ou uma hesitação. O aguardar de um abraço de recomeço.

Mas para todos, um novo dia é sempre mais uma possibilidade de tentar...de poder escolher e recomeçar.

É sempre um dar à luz de nós próprios.

 

---

renascer do Lat. *renascere, por renasci v. int., tornar a nascer; rejuvenescer; reaparecer; ressurgir; remoçar

5月18日

Inspiração

Será que aquela inspiração que buscamos para a nossa vida, para os nossos dias vem também com aquela outra fisiológica ?

Aquela que ocorre quando puxamos o ar para dentro ? Será suficiente ?

 

Ou será que com o ar que inspiramos temos de trazer algo mais ?

 

Será que a teremos de procurar ou pedir ?

 

Será que ela está tão perto de nós que não a vemos ? Ou antes pelo contrário ?

E se estiver longe, podemos gritar por ela ? Ou falamos-lhe ao ouvido primeiro ?

Ou fala-nos ela ao ouvido ?

Tem nome ? É gente ? É energia ? Ou É...pura e simplesmente.

 

E por ser, também está mas não sentimos.Mesmo quando ela está.

 

Temos de abrir a porta e pedir para entrar ?

Ou saímos e ela vem connosco ?

 

Será que é até nós trazida, por nós buscada ou connosco sentida ?

Ou será tudo isto e mais... o aquilo... e o como ela nos inspira ?

 

----
inspiração do Lat. inspiratione s. f., acto ou efeito de inspirar ou de ser inspirado; absorção do ar para os pulmões; sugestão; entusiasmo criador; insuflação divina; estro; influxo.

 

--- (imagem de Misha Gordin - www.bsimple.com )

5月17日

*Pessoas e Pontes

As pessoas entram na nossa vida, passam, algumas ficam e outras vão ficando.

Outras agarram-nos. A outras agarramo-nos e mantemo-nos próximos.

Pelas vidas de outras entramos, passamos e em algumas vamos ficando.

A algumas deixamos pontes, com outras cultivamos pontes.

Sobre outras ainda perguntamos o porquê de terem entrado na nossa vida, da mesma forma que algumas perguntarão o mesmo sobre nós.

Serão estas pessoas páginas da nossa história, co-autores, personagens ?

A quais deveremos deixar pontes, com quais deveremos cultivar pontes ?

Devemos iniciar a obra ou contemplar as pontes que se estendem ?

---

contemplar

 

do Lat. contemplare por contemplari

v. tr.,
olhar, observar atentamente;
considerar com admiração ou com amor;
ver, admirar com o pensamento;
meditar;
dar;
atender;
remunerar;
fazer mercê;
beneficiar;
v. int.,
meditar profundamente;
v. refl.,
mirar-se.

 

 

 

 

 

5月16日

aos Homens do nosso Tempo

Lobos? São muitos.
Mas tu podes ainda
A palavra na língua

Aquietá-los.

Mortos? O mundo.
Mas podes acordá-lo
Sortilégio de vida
Na palavra escrita.

Lúcidos? São poucos.
Mas se farão milhares
Se à lucidez dos poucos
Te juntares.

Raros? Teus preclaros amigos.
E tu mesmo, raro.
Se nas coisas que digo
Acreditares.

Hilda Hilst
Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão (1974)
Poemas aos Homens do nosso Tempo - VIII
5月15日

Sistemas e Transferências

Somos seres sociais e interactivos, por muito solitários, autónomos ou independentes que queiramos ser.

Ou sejamos mesmo.

Interagimos com outros indivíduos, grupos, situações e informações.

Integramo-nos em sistemas de vida, de funcionamento social, de trabalho ou de desporto. Aquilo que gostamos ou perante o qual reagimos bem, faz-nos agir de uma forma tranquila e bem disposta noutras circunstâncias, mesmo que adversas.

No entanto, o contrário também acontece. Se algo de estranho ou menos simpático nos sucede, algo que nos faz reagir de uma forma menos positiva, essa atitude e esse comportamento muitas vezes transferem-se para circunstâncias totalmente pacíficas ou neutras.

Apitamos no trânsito, gritamos com os nossos filhos, respondemos de forma rude aos nossos pais, implicamos com o nosso companheiro ou companheira, reclamamos no café, enfim...transferimos as nossas reacções para um contexto que nada tem a ver com o contexto que as gerou.

Isto não é nenhum segredo, mas por vezes esquecemo-nos de contrariar este processo.

5月12日

Para além da Realidade

A Realidade chega até nós de forma natural ou é por nós procurada.

Conhecemo-la, vivemo-la e por vezes defendemo-la.

No entanto será prudente acautelarmo-nos, sem nunca desconfiar, sobre a Realidade que nos chega e as suas origens.

Até porque esse cuidado nos irá ajudar a entendê-la melhor.

5月11日

Intuição

intuição do Lat. intuere s. f.,

acto de intuir; percepção rápida; conhecimento claro e imediato, sem utilização do raciocínio; predisposição especial para apreender rapidamente determinados conhecimentos; pressentimento;

 

Filos., contemplação pela qual se atinge em toda a sua plenitude uma verdade de ordem diversa daquelas que se atingem por meio da razão.

 

Já seguiste a tua hoje ?

5月10日

o Bem activo

Para se estar Bem, fazermos o Bem e sentirmo-nos Bem, precisamos de ser dinâmicos nessa atitude.

 

E sermos dinâmicos  implica contrariar por vezes coisas, situações ou pessoas que não estão tão bem.

 

Esta atitude pode parecer uma preocupação excessiva com o chamado "Mal" - dando-lhe muita importância e mais dimensão do que mereceria.

 

Mas não é assim... O Bem implica coragem para o ser, para o estar e para o fazer.

É com essa coragem e com essa força que se combate a sua ausência.

5月9日

A Inveja - Uma outra perspectiva social

É vulgar ouvir, ver e ler que alguns povos - como o português - têm na inveja um mal nacional.

 

Endémico e resistente, como alguns vírus mutantes.

 

Mas a inveja não é um sentimento nacional genético herdado - é antes um sentimento cultivado para que as massas se conformem, não admirem e não procurem igualar.

 

Quando ouvir falar da inveja dos portugueses, pergunte-se porque são eles invejosos e porque não admiram eles os outros.

 

A inveja é um carimbo de consolação criado para acomodar.

5月5日

We´re on the Road to Paradise

Road to Nowhere - Talking Heads
 
Well we know where we’re goin’
But we don’t know where we’ve been
And we know what we’re knowin’
But we can’t say what we’ve seen
And we’re not little children
And we know what we want
And the future is certain
Give us time to work it out
 
We’re on a road to nowhere
Come on inside
Takin’ that ride to nowhere
We’ll take that ride
 
I’m feelin’ okay this mornin’
And you know,
We’re on the road to paradise
Here we go, here we go
 
Chorus
 
Maybe you wonder where you are
I don’t care
Here is where time is on our side
Take you there...take you there
 
We’re on a road to nowhere
We’re on a road to nowhere
We’re on a road to nowhere
 
There’s a city in my mind
Come along and take that ride
And it’s all right, baby, it’s all right
 
And it’s very far away
But it’s growing day by day
And it’s all right, baby, it’s all right
 
They can tell you what to do
But they’ll make a fool of you
And it’s all right, baby, it’s all right
 
We’re on a road to nowhere
 

O pára-quedas

Charles Plumb, era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnam.

Depois de muitas missões de combate, o seu avião foi atingido por um míssil. Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita.

Ao regressar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.

 

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem: “Olá, você é o Charles Plumb, era piloto no Vietnam e foi derrubado, verdade ?" “Sim, como sabe?", perguntou Plumb.

“Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?"

Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu: "Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje."

 

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi aquele homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro."

Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo nas suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia: "Quem dobrou o seu pára-quedas hoje?"

 

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.

 

Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.

Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável.

Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara teu pára-quedas, e agradece-lhe.

 

Obrigado ao Simão por me ter enviado esta mensagem.

5月4日

Libertação

"A libertação da mulher é condição fundamental para a libertação de toda a humanidade"
Karl Marx
 
Cada vez acredito mais nisto.
 
A cada dia que passa vendo os homens a dominar o mundo tenho mais esperança na mulher.
 
A cada dia que passa desespero para que cheque esse dia.
 
A cada dia que passa mais penso que está na hora.....
 
Preparemo-nos para abraçar esse dia.
5月3日

O dia em que Deus entornou o balde da tinta...

 

Da zona de Carrizo, em plena Califórnia, veio esta foto tirada por Barbara Mathews em Maio de 2005.

 

 

Um feito que o homem não poderá igualar.

O dia em que Deus entornou o balde da tinta...

(clique para aumentar)
 
 
Obrigado a R.

O rato, a seringa e a chefe

 

Um amigo meu dizia-me há alguns dias que tinha medo de seringas e de ratos.

E outro dizia-me que não suportava a chefe - que já não a podia ver à frente, etc. etc.

 

Lembrei-me de lhes sugerir uma abordagem budista, propondo a um que encontrasse uma imagem de uma ratazana e uma seringa e ao outro uma foto da sua chefe.

 

Quando as conseguissem deveriam colocá-las na sua secretária e olhá-las frequentemente com um sorriso.

 

Chamaram-me de louco e eu passei a pôr uma fotografia deles na minha secretária, entre outras que já lá tinha, sorrindo para eles sempre que me lembro.

 

 

5月2日

O riso e a alma

 

Dizia Roberto Benigni a propósito do seu novo filme - "O Tigre e a Neve" - que gostava de ver as pessoas a rir, porque desta forma lhes vê a alma.

 

Eu cá gosto do Roberto, do que ele faz, do que representa e porque me faz rir de uma forma séria.

 

E porque gosto dele dou crédito ao que ele diz - normalmente somos assim. Fiquei a pensar se não seria por isso mesmo que não nos riamos mais. Porque mostramos a nossa alma aos outros ? Porque ficamos desprotegidos ? E se não nos riem ou sorriem de volta ficamos constrangidos ?

Será por isso ?

Aprendi com alguém importante na minha vida que quando queremos fazer o bem, o deveremos fazer porque gostamos de fazer.

Não fazê-lo porque esperamos uma interacção ou um agradecimento.

O melhor será mesmo não esperá-lo e saborearmos nós próprios o nosso momento, sentindo-nos bem com o bem que fazemos, com o riso que damos ou com o sorriso que mostramos.

 

E se por acaso - ou por outra qualquer razão - formos correspondidos com um sorriso ou com um agradecimento, aceitar isso apenas como uma agradável surpresa que nos enche ainda mais um coração já sorridente.

4月28日

Sonhos e Limites

 
Somos seres fantásticos, com recursos e perícias únicas. De tal forma que quando acreditamos num determinado objectivo, focamo-nos, trabalhamos nele dia e noite. Semanas e meses e...conseguimo-lo.
 
O inverso também acontece. E se, por alguma razão, acreditamos que o nosso mundo acabou....o que muitas vezes se consegue é enterrá-lo ainda mais fundo, com todas as nossas energias.

É por isso fácil comprovar que quando queremos e acreditamos, o mais provável é conseguirmos.
Se trabalharmos nesse sentido e não ficarmos apenas a aguardar.
 
Nesse momento, de perseguir um objectivo, de concretizar um sonho, os nossos limites são postos em causa. Principalmente por nós próprios.
 
Convém nessa altura reequacionar aqueles que nós acreditavamos serem os nossos limites. E quantos desses limites foram por nós aprendidos ou nos foram ensinados por alguém.
É exactamente na fracção de segundo em que começamos a pensar algo como “não consigo..” ou “não vale a pena...” - tão relacionados com os limites aprendidos - que deveremos rapidamente passar para um “e se eu...?” bem mais aberto, inovador e construtivo.
 
Aprendendo novos limites e continuando a crescer.